FELIZS- Existirmos a que será que se destina?

Existirmos a que será que se destina? Certamente você já ouviu isso em algum lugar… Na música Cajuína de Caetano Veloso ou quem sabe na chamada da FELIZS- Feira Literária da Zona Sul desse ano!

Sim, como já é tradição no mês de setembro, junto com a primavera chega a FELIZS e a zona sul brilha com seus artistas, poetas, músicos e escritores pra mostrar toda a sua potencia e encanto numa feira linda que a cada ano que passa ganha mais público e visibilidade.

Esse ano, assim como em 2020, a feira teve que ser adaptada ao formato digital devido a pandemia da Covid 19, mantendo apenas algumas das suas atrações presenciais acontecendo na praça do Campo Limpo e arredores, mas nem por isso perdeu seu encanto, pelo contrário, dessa maneira fica até mais fácil de acompanhar as atividades sem perder nada.

Sarau do Binho online na 7ª Felizs

A escolha do tema vem com o intuído de provocar um questionamento dentro de nós: A que será que se destina essa nossa existência? Qual a nossa missão em meio a tempos tão difíceis para os nossos? O que está ao nosso alcance para tornar esse território melhor?

A Felizs que chega a sua 7ª edição, é uma iniciativa do Sarau do Binho, idealizada por Diane Padial (também co-fundadora do e-Bairro) que procura incentivar a literatura e concentrar em um evento anual as riquezas culturais de artistas de múltiplas áreas.

Ela nasceu da vontade de juntar coletivos e personagens importantes da região, que merecem ser valorizades e prestigiades num grande evento, que aos poucos vem ganhando espaço na cena literária da cidade e promovendo intercâmbios importantes para o público e fazedores de arte, trazendo artistas de renome oriundos de outros territórios para conhecer e compor espaços de troca com os artistas da periferia.

Nesses anos a Feira já trouxe aos palcos artistas consagrados como Chico Cézar, Marcelo Jeneci, Milton Hatoum, Antônio Abujamra, Uma Luiza, Mia Couto, Conceição Evaristo, Chico Sá, Ailton Krenak, Tião Rocha, Marcelino Freire, Boaventura de Souza Santos, Emicida e outros.

As transmissões acontecem no Youtube e Facebook até o dia 25 de Setembro e a programação completa está na nossa agenda Cultural.

Tem shows, saraus, encontros com autores, debates, oficinas, conversas literárias e uma feira do livro com publicações de autores e editoras independentes, tudo online. Um dos destaques entre as atividades é o festival de vídeos “Tinha uma Arte no Meio do Redemoinho” onde artistas nos contam como cada um adaptou o seu trabalho em meio a pandemia e o quadro “Miudezas” onde crianças nos abrem o seu mundinho de imaginação e contam sobre suas brincadeiras e artes dando voz a esses pequenos artistas.

Homo Poéticos

        

Distribuição de Livros no Ponto e Bicicloteca

Além de acessar as atividades online via site www.felizs.com.br e pelas redes sociais @felizs_zs no Instagram, Felizs-Feira literária da Zona Sul no Facebook e Youtube, você corre o “risco” de esbarrar em atrações pelas ruas do Campo Limpo como a Biciclocoteca distribuindo livros nos pontos de ônibus da Estrada do Campo Limpo, encontrar um motoboy carregando poesia na bag pelas ruas da cidade, cruzar com intervenções artísticas na praça do Campo Limpo,  como o Homo Poéticos recitando versos, intervenções circenses e esquetes teatrais, leitura surpresa, o Fuscalhaço  e Cortejo com palhaçaria e música, admirar o grafite e pular  a Amarelinha poética  na Casa de Cultura do Campo Limpo e ainda quem sabe descobrir alguns Lambe Lambes com poesia pelos muros dos bairros ao redor.

Poesia Delivery

Toda essa programação é o resultado de um trabalho intenso realizado ao longo do ano todo, onde os realizadores buscam inovar dentro do mesmo tema e captar recursos diversos para manter a Feira acontecendo.

Vale a pena conferir os mais de 70 eventos realizados pela FELIZS em 2021!

Acompanhe, prestigie e divulgue e seja FELIZS!

 

Texto: Naiara Padial Corso

Atuação Perifasul- Parcerias e Realizações

Desde o fim de 2019, o e-Bairro estabeleceu uma parceria que nos deu muitos frutos e resultados, ultrapassando até mesmo o momento da pandemia! O Atuação Perifasul (formado pelo Instituto Jatobás, Fundação Alphaville, Fundação  ABH e Macambira Sociocultural) passou a ser parceiro do e-Bairro por meio de um edital de seleção de projetos, no qual a plataforma se inscreveu e foi contemplada.

A participação do e-Bairro no edital Atuação Perifasul foi fundamental para nos mantermos de pé durante a pandemia, pois ter a oportunidade olhar para o nosso projeto com metas estabelecidas e compromissos a cumprir, ter uma rede de apoio nos ajudando a pensar em soluções para os obstáculos que surgiram nos ajudou a ter um norte a seguir.

O Atuação Perifasul é um edital diferente da maioria que conhecemos, nele recebemos um acompanhamento muito próximo, tivemos a oportunidade de conhecer o trabalho e ter contato com coletivos e instituições do território.

Além do apoio financeiro recebemos também mentorias para a elaboração das ações que desenvolvemos nesse período.

Durante a primeira etapa, fomos surpreendidos pela pandemia, foi necessário readaptar tudo e estar inseridos em um grupo de coletivos da Zona Sul, compartilhar as dificuldades e ter esse espaço de escuta fez toda a diferença para seguirmos em frente e estarmos a par das realidades diversas dos bairros onde estamos inseridos e conhecendo um pouco mais do que acontece neles.

“A oportunidade previa a contribuição financeira e, com isso, contratamos uma assistente para o e-Bairro, cumprindo o papel de formação de uma jovem na área de Comunicação”, conta Naiara Padial. Foi a realização de um sonho antigo, que guarda a essência do e-Bairro, pois a plataforma nasceu da ideia de oferecer oportunidade de renda para jovens de regiões vulneráveis do Jardim São Luís e bairros próximos e uma participação mais ativa na sua comunidade.

“A parceria com o Atuação foi um período de muitos aprendizados e realizações. Entre eles, demos uma entrevista para o programa ‘Pequenas Empresas, Grandes Negócios’, da Rede Globo, que trouxe muitos acessos à plataforma, gerou vendas, procura de novos empreendedores para entrarem na rede e-Bairro e convites para outras parcerias”, conta Diane Padial.

Neste período de mais de um ano e meio, foram várias ações, realizações e aprendizados, que passamos juntos:

  • Contratação e treinamento da jovem assistente do e-Bairro, em tarefas ligadas à Comunicação (atualização de plataforma digital, análises do Google Analytics e produção de catálogo);
  • Nossa primeira experiência com brindes corporativos, com fornecimento para a Fundação Alphaville e participantes do Espiral do Conhecimento.
  • Oficinas e formações para a estruturação do negócio.
  • Campanhas nas nossas redes sociais (Dia das Mães, Natal, Dia dos Pais, Happy Friday);
  • Reuniões esporádicas com os empreendedores da rede e-Bairro;
  • Participação de empreendedores no Cata Logo de Quebrada, um catálogo criado pela Rede Sul para fomentar vendas para o Dia das Mães e o Natal;
  • Publicação de artigo Especial ao Dia das Mães pela Fundação Alphaville, que contou a história de Diane e Naiara (mãe e filha) de empreenderem juntas;
  • Produção do Catálogo de Brindes Corporativos Artesanais do e-Bairro;
  • Divulgação de eventos culturais locais, como Festival Quebrada Orgânica, Feira de Mangaia, Oficinas do Bloco do Litraço; entre muitas outras através da Agenda Cultural.
  • Continuidade das publicações da Agenda Cultural semanalmente, com a inclusão de eventos online a partir da pandemia;
  • Reuniões periódicas da equipe do e-Bairro;
  • Publicação de textos no blog e-Bairro;
  • Inscrição de projeto para a 6ª edição do Fomento à Cultura de Periferia;
  • Criação de uma campanha em conjunto com os empreendedores de Dia das Mães (#fortaleçaotrabalhodeumamãe);
  • Novos empreendedores entrando na plataforma;
  • Produção da Cartilha de Fotografia com dicas de fotografia “possíveis” e Cartilha “Vendi e Agora?” com dicas de pós vendas para os empreendedores;
  • Publicação de matéria sobre o e-Bairro pelo Instituto Jatobás;
  • Publicação de vídeo institucional em parceria com o SESC Campo Limpo;
  • Convite para uma atividade na programação da Fábrica de Cultura do Capão – Possibilidades e Valorização da Produção Artística, na qual produzimos um vídeo que conta com a participação de alguns empreendedores e da equipe e-Bairro;
  • Participação de alguns empreendedores na IV Feira Afetiva da União Akasha;
  • Desafio de engajamento coletivo com empreendedores nas redes sociais;
  • Lançamento dos podcasts produzidos com o apoio do projeto Comunidade em Rede;
  • Aumento do número de seguidores e interações nas redes sociais;
  • Criação da loja virtual para a Feira Afetiva da União Akasha;
  • Entrevista para o programa Conexão Empreender da Rádio Heliópolis;
  • Chegamos a 1000 seguidores no Instagram;
  • Habilitamos a Função “Promoção” dentro do Market Place;
  • Aumento das vendas em alguns períodos do projeto.

 

“Mesmo na pandemia, nossa luta foi a de continuar trazendo oportunidades de geração de renda para a nossa rede, o que se tornou ainda mais importante diante dos desafios impostos pela Covid-19, entre eles a aceleração do desemprego! Neste sentido, realizamos a parceria com o SESC para a produção de máscaras de tecido e a parceria com o Shopping Campo Limpo, no programa ‘Nossas Estrelas Empreendedoras’, no qual, a cada quinzena, uma de nossas artesãs poderia expor seus trabalhos em um estande no Shopping”, finaliza Diane Padial.

 Com todas consequências que a pandemia trouxe, o edital também nos permitiu uma experiência que não estava no nosso escopo: prestar ajuda a famílias em vulnerabilidade através da doação de cestas de alimentos e materiais de limpeza, máscaras, álcool em gel e cartões vale alimentação.

Ter tido a oportunidade de vivenciar tantas experiências e receber tantos aprendizados em um período tão incerto só nos traz a certeza de que nossos ideais são importantes para o território e que a finalização desse projeto é apenas mais um passo rumo as conquistas que queremos trazer pro e-Bairro.

O Atuação Perifasul terminou pra nós, mas não chega ao fim, essa é uma parceria que vamos levar conosco e que certamente ainda nos trará muitos frutos.

Fica aqui nosso  muito obrigado a Marina, Renata, Alânia e Diandra e a todos os participantes de outros coletivos que estiveram junto nessa jornada!

Seguimos juntxs!

 

Texto: Carla Prates e Naiara Padial

Brindes Corporativos é Nova Oportunidade para o e-Bairro.

Valorizar a arte e o artesanato brasileiro! Essa é a principal missão do e-Bairro, pois confiamos na qualidade do trabalho de artesãs(os) e artistas das nossas comunidades e sabemos bem do talento, da dedicação e das dificuldades que é viver de arte neste país. Para iniciar nossas atividades, que acontecem de forma praticamente voluntária (só recebemos 10% de comissão sobre o que é vendido), escolhemos inserir na plataforma profissionais da cultura de bairros socialmente vulneráveis da zona Sul de São Paulo (Jardim São Luís, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela, entre outros). A inscrição é gratuita.

Pensa numa galera que dá um corre daqueles para trabalhar com o que ama fazer! É bonito de ver! E a ideia é divulgar esse trabalho para outros bairros, cidades, países! E foi assim, neste nosso trabalho de muita resiliência, também de amor e admiração a esse povo talentoso, que recebemos a proposta da Fundação Alphaville.

Em seu aniversário de 21 anos, a Fundação solicitou um portfólio de artistas do e-Bairro para escolher uma lista de brindes e presentear colaboradores e fornecedores, de uma maneira especial e exclusiva.

A Fundação é parceira do e-Bairro no projeto “Atuação” e enxergou nesta proposta um jeito de contribuir para divulgar a iniciativa social da plataforma, além de também de valorizar o pequeno empreendedor.

Assim nasceu nossa primeira experiência com brindes corporativos. Foram encomendadas 100 peças das(os) artistas(os) Isabel Prandina e Paulo Batista. Olha só como ficaram lindas essas ecobags feitas pela Bel e estilizadas com  ilustrações do Paulo! Só orgulho!

 

“Foi uma experiência bem interessante, pois foi a primeira vez que a artesã tinha uma encomenda grande e ainda precisaria aplicar a impressão da ilustração. Foram vários aprendizados ao mesmo tempo, pois neste processo tudo seria (x 100): para além da fabricação, impressão da estilização e embalagem, que ficaram a cargo da empreendedora, o e-Bairro cuidou do envio das peças por correio e motoboy, da  precificação, contrato e articulação com a profissional contratada etc., mas valeu muito a pena, porque conseguimos trazer uma oportunidade para nossa rede! ”, conta Diane Padial, uma das idealizadoras do e-Bairro.

“Queremos que essa oportunidade possa ser estendida para outras(os) artistas e artesãs(os) da nossa rede. É uma forma de beneficiar esse tipo de trabalho por meio de uma compra de maior quantidade, que, se bem planejada e com tempo, pode ser um canal interessante de negócios para o pequeno empreendedor”, acrescenta Carla Prates, também idealizadora da plataforma.

Claro, que queremos repetir e aprimorar cada vez mais essa forma exclusiva de presentear e, ao mesmo tempo, valorizar arte, artesanato e o pequeno empreendedor brasileiro. Quer embarcar na próxima experiência de brindes corporativos com a gente? Escreva para: ebairroweb@gmail.com e nos procure para conversarmos

 

 

Texto: Carla Prates

Fotos: Isabel Prandina

O Corre da Mãe Empreendedora

Empreendedorismo Feminino. Termo que vem ganhando cada vez mais espaço. Uma tendência ou reflexo da situação econômica atual? Na periferia, desde sempre, mulheres empreendem…

A mãe empreendedora nem sempre opta por esse caminho por uma questão de estratégia de negócios ou 100% ciente de cada etapa necessária para que seu empreendimento alcance o sucesso. Muitas vezes empreender é a única saída. Muitas vezes empreender também é a expressão da sua potência, da sua força, do sonho e do direito de ser quem se quer ser. Outras vezes é a valorização da sua história, da arte manual que a artesã ou artesão aprendeu com sua mãe, avó, tias…

Ao serem questionadas sobre como começaram a ter seu negócio próprio, muitas  empreendedoras nos respondem:

“Queria ter um tempo pra ficar com meu filho e não depender financeiramente de ninguém!”

Outras ainda carregam uma memória afetiva:

“Aprendi a trabalhar com as linhas com minha mãe, desde menina, hoje esse é o meu sustento”

Empreender na periferia não é sobre ter uma ideia genial e inédita e se tornar um grande negócio. É sobre conquistar autonomia…É a maneira que muitas mulheres encontram pra pagar as contas numa situação de desemprego (cada vez mais comum, infelizmente). Ou seja, empreender nem sempre é uma escolha, e sim uma necessidade! Mas, por trás dessas histórias de luta, há muita luz também. Mães empreendem pra estarem próximas de seus filhos, porque não se imaginam fazendo outra coisa que não seja “honrar” a arte manual herdada pelas avós, mães. Muitas vezes é para complementar a renda dentro de casa ou pra passarem por uma situação de escassez financeira, mas também tem muito amor nesta escolha.

E há desafios neste percurso, como há! Os desafios são muitos e vão além de entender do próprio negócio; é um malabarismo diário que envolve: conciliar os cuidados com a casa e a família (sabemos que, na maioria dos casos, essa responsabilidade ainda recai sobre as mulheres), dar conta das atividades do emprego fixo quando é o caso de uma dupla jornada, planejar todas as etapas e preparar os produtos para a venda dentro de prazos que atendam os potenciais consumidores, comprar matéria-prima e ainda administrar essas finanças para que o empreendimento se sustente. Ufa!

Quando uma mulher decide empreender, ela coloca nos seus produtos seus sonhos, sua expectativa de uma vida melhor, suas necessidades materiais, liberta ali sua criatividade, dedica seu amor pra entregar o melhor de si em forma de produto!

O Dia das Mães se aproxima e a reflexão que propomos é: “Será que, além de homenagear as mães do seu convívio com um presente, não é possível ir além e ajudar a tornar o Dia das Mães de alguém mais próspero e feliz?”.

Agora, com a pandemia, as coisas estão mais complicadas ainda e é momento de colocar a solidariedade em prática. Pertinho de você certamente há uma mãe criativa, talentosa e dedicada, que está ansiosa pela oportunidade de que seus produtos sejam ofertados com muito amor a outras mães nas próximas semanas, e que os frutos desse trabalho retornem pra ela, para que sejam ofertados, a seus filhos, melhores condições.

Vamos nos unir nessa causa? Valorizar, reconhecer o trabalho de uma mãe trabalhadora manual! Que faz um trabalho com o coração e a alma, que se dedica com cuidado e carinho a cada detalhe. Bem diferente dos grandes comércios. Vem com a gente! Some na nossa Campanha do Dias das Mães! Compartilhe e divulgue essa causa!

#fortaleçaotrabalhodeumamãe

 

 

Quebrada Orgânica

Da paixão pelo verde da varanda de casa a produtores de Parelheiros que oferecem orgânicos de forma gratuita para famílias da quebrada

Fizemos uma entrevista com os criadores do Quebrada Orgânica: Joyce Izauri de Jesus e Robert José Placides Pereira, mais conhecidos como Joy e Robert!

Como nasceu o Quebrada Orgânica?

A gente já vinha inquieto, com as ideias sobre o meio ambiente, da nossa relação com a terra e com a natureza. Pensando no lugar em que moramos na quebrada; que não tem muita opção de horta, muito contato com o verde. Quando a gente está precisando de terra pra se sentir bem, a gente vai para o sítio, eu sei que a gente não vive dentro do verde que a gente quer, então foi desta inquietude que veio a Quebrada Orgânica.

O Robert mantinha uma horta que não cabia na varanda de casa, foi crescendo; daí a gente viu que cada hora ele plantava uma coisa e tudo que ele plantava, dava! Depois, começamos o sistema de compostagem na nossa casa, o Robert criou a composteira, foi atrás de entender sobre biofertilizante, de utilização do húmus, etc..

Eu (Joy) já trabalhava em Parelheiros, com desenvolvimento local para um braço da prefeitura, tinha contato com os agricultores de lá e fui aprendendo muitas coisas fantásticas. Eu não fui uma criança que tinha família em sítio, não tinha esse contato com a terra e fiquei muito impressionada quando tive contato com este verde em Parelheiros. Descobri que lá tem as últimas famílias rurais do munícipio de São Paulo, são as remanescentes rurais, última área rural em São Paulo de agricultura orgânica.

Hoje se você tenta comprar um sítio lá, eles te perguntam: “o que você vai produzir?”. Se você não cultivar orgânico lá, você fica a ver navios, porque um produtor nunca escoa o seu alimento sozinho, ele sempre escoa numa rede. Então, em geral, só quem consegue entrar para começar a produzir em Parelheiros é quem está interessado no orgânico. Isto deixa a gente muito feliz, e a gente foi se apaixonando, apaixonando, e assim nasceu o Quebrada Orgânica.

Quais as maiores dificuldades?

Somos um projeto que oferece muito para as pessoas e, na maioria das vezes, de forma gratuita. Sempre temos que captar recursos de instituições e editais para poder fazer o Quebrada Orgânica acontecer, sempre oferecendo algum produto para as famílias da quebrada e de forma gratuita.

No ano passado foram 130 composteiras. No ano retrasado, 120. Isso tem um custo alto.  Estamos sempre tentando captar recursos para não ter que cobrar da galera aqui, desta forma a maior dificuldade é correr atrás de captar.

E eis que surge o Enjoy, um delivery de orgânicos, um espaço de negócios…

Como é trabalhar com orgânicos com a população da periferia?

Trabalhar com os orgânicos na periferia virou um projeto de vida para a gente. Hoje temos o Quebrada Orgânica e o Enjoy, que é o delivery de orgânicos, ambos trabalham separadamente. Um tem um lado mais social e o outro é mais um espaço de negócio, que visa gerar renda para pagar as contas, o que garante a nossa sobrevivência.

Trabalhar com orgânico aqui na quebrada é não abrir mão de trabalhar como formiguinha, trabalhando um dia após o outro. O pessoal do “lado de lá da ponte” acha que quem está na periferia não quer consumir orgânicos, mas as pessoas querem! O que elas não têm às vezes é acesso a este alimento próximo (de casa). No mercado, na periferia, não dá pra encontrar um alimento orgânico de qualidade, só conseguimos achar processados orgânicos que estão na prateleira há um tempão. A gente leva orgânicos para pessoa sob encomenda semanalmente; a pessoa pede exatamente o que ela quer e trazemos tudo fresco!

Tem uma coisa que eu não posso perder a oportunidade de falar: muita gente tem um pensamento errado! Acha que está comprando da menina do orgânico (“nossa, coitadinha”!), preciso ajudar, e faz a compra como se fosse um favor. Estas pessoas precisam ver o impacto da coisa, estar aqui oferecendo orgânico para a quebrada é sensacional, o que fazemos é grande. O valor do pedido mínimo aqui pode ser pequeno e o meu lucro pode ser pequeno também, mas o que a gente faz é grande.

Também temos como missão trabalhar a questão da alimentação, mas do alimento como um todo. De tudo em torno do alimento: o que você come, de onde ele vem, quem produz seu alimento, como produz, o que você tem que fazer enquanto pessoa dentro da sociedade. Qual é o papel de cada um dentro de tudo isso? Você não está aí a esmo, você está aqui para alguma coisa, e o que esperamos é que as pessoas assumam este papel!

E daí surge o Festival Quebrada Orgânica…

A 1ª edição do Festival Quebrada Orgânica foi em 2020, com o apoio da Lei de Fomento a Periferia. Foi sensacional, apesar de já estarmos na pandemia, o Robert criou um menu em Gastronomia Social e a gente mandou para casa da galera aquele menu. Não teve festa e nem um grande encontro como a gente sempre faz com a nossa rede, com música, teatro, sarau, poesia, mas ficou a parte gastronômica.

O 2º Festival, deste ano, vem numa pegada maior, no formato de festival online, então a gente produziu todo um leque de programação artística que traz uma abordagem acerca da nossa conexão com a terra. Escolhemos artistas que falam, abordam e mostram na sua arte questões que tem a ver com os nossos conceitos. Gente que gosta de pisar na terra, que gosta de falar sobre valorizar as ancestralidades; valorizar aquilo que vêm da terra, as origens e, ao mesmo tempo, ter visão de futuro.

Então, é gente que tenta fazer o melhor e fazer junto para o amanhã.

Nesta edição, temos inscrições até da Ilha de Páscoa e do Chile, além do Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Minas Gerais, do interior de São Paulo e capital. Foram cerca de 150 inscrições

O Festival é gratuito, mas também colocamos o box como opcional para quem quiser adquirir. O box é composto por uma cesta de produtos agroecológicos orgânicos e tem um menu gastronômico, que custa R$ 39,00 e serve duas pessoas. É um valor baixo, mas que nos auxilia na manutenção do projeto.

Quer conhecer mais sobre esse projeto? Acesse o site www.http://quebradaorganica.com/  ou o Instagram @quebradaorganica

E-Bairro Cast #5 Uberê Guelé – Autor do livro “Couro de Gente”

No 5º episódio do e-Bairro Cast conversamos com o talentoso Uberê Guelé. Artista Plástico, Ator, Poeta e autor do livro Couro de Gente.

Morador do bairro do Campo Limpo, Uberê descobriu nos saraus o caminho para expressar seus pensamentos através da poesia.

Uberê nos conta um pouco das suas influências e processos para suas criações, suas expectativas de futuro para esse momento de incertezas e nos leva a uma viajem por seu cotidiano e suas raízes.

Ouçam e conheçam Uberê Guelé!

Pra fortalecer essa escrita você pode adquirir o livro Couro de Gente clicando aqui.

A Importância das Atividades Online num Contexto de Pandemia

A atual situação de saúde mundial nos forçou uma mudança drástica de comportamento. De uma hora pra outra nos vimos forçados a nos isolar o máximo possível e tivemos de aprender a adaptar nossas atividades para o meio digital.

Para muitos já é difícil o suficiente ter que aprender a utilizar as ferramentas necessárias, para as populações mais carentes é um desafio ainda maior devido a toda a falta de recursos e acessos, que variam desde a qualidade de sinal, ao acesso à internet e equipamentos como computadores e celulares.

De repente tudo é online e a falta de contato com pessoas se torna uma necessidade arriscada demais.

A vontade de estar com quem se ama é tentadora principalmente aos mais jovens, e após um ano de pandemia não é segredo pra ninguém o risco que esses contatos oferecem e o quanto dificultam a contenção das infecções por COVID.

Em contraponto a todo o caos que se instalou nas periferias, afetando o sustento principalmente dos profissionais autônomos e artistas notamos uma crescente das atividades culturais online por meio de lives e vídeo aulas, muitas delas incentivadas por editais, como a Lei Aldir Blanc que garantiram aos artistas selecionados a possibilidade de desenvolver suas atividades online durante o isolamento.

Nós do e-Bairro, sempre tivemos como uma de nossas diretrizes básicas a manutenção da Agenda Cultural do Território, e com essa transformação nos vimos num grande impasse: Antes da pandemia, reuníamos na nossa página apenas eventos realizados dentro do território do Jd. São Luis, Capão Redondo, Jardim Ângela e Campo Limpo. No entanto, por acreditar no potencial de manutenção da saúde mental que essas atividades podem oferecer, passamos a incluir na agenda, cursos, palestras, shows, eventos e oportunidades nas áreas da arte e cultura de outros territórios também, sempre seguindo o critério de que sejam relevantes a população da Zona Sul de São Paulo e dialoguem com os interesses e a realidade desse público.

Através dessas oportunidades é possível amenizar a solidão por meio de podcasts e atividades em grupo, aprender uma técnica nova de artesanato que pode vir a complementar a renda, se manter informado, encontrar oportunidades de trabalho, conectar-se com grupos que servem como apoio e ocupam o tempo entre outros benefícios.

Tudo isso, de certa forma ameniza a angustia e ansiedade que esse momento nos traz.

 O que é a agenda Cultural do e-Bairro?

O Jardim São Luís e regiões próximas (Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela) são bairros em que há uma efervescência de movimentos culturais, mas por serem grandes territórios  (apenas o Jardim São Luís tem em torno de 300 mil habitantes), as informações são fragmentadas e não se sabe o que acontece na própria esquina.

A proposta do e-Bairro de criar de uma agenda cultural do território partiu da observação local, onde há uma grande produção de eventos, cursos, e atividades culturais, mas que são divulgados de forma difusa e espalhados pelos diversos espaços culturais e canais digitais.

A proposta de se criar uma agenda cultural foi uma forma de sistematizar as atividades culturais do território, unificá-las em uma única página online, a fim de trazer um contraponto a um universo de informações fragmentadas.

Outro fator é que a mídia tradicional privilegia eventos culturais que acontecem no centro da cidade, ignorando a riqueza cultural periférica.

Nossa intenção é de juntar em um mesmo espaço virtual eventos e formações com a vertente cultural promovendo divulgação, auxiliando na promoção de incentivo e acesso à cultura produzida no território, no intuito de ofertar informações sistematizadas no mesmo ecossistema.

 

O propósito do e-Bairro é promover a valorização e o reconhecimento das produções culturais e artísticas locais em suas pluralidades e singularidades. A cultura faz parte da história de nosso coletivo e através desta iniciativa nos faz ressignificar nossa trajetória.

Para nós, essa é uma contribuição  fundamental para a conexão entre indivíduos, coletivos e grupos culturais do território, a fim de que possam ter visibilidade, valorização das produções, reconhecimento dentro e fora de suas comunidades, e ampliação das oportunidades de acesso cultural, contribuindo assim para o desenvolvimento local a partir de um canal online de divulgação das produções culturais de escritores independentes, artistas, artesãos e coletivos culturais presentes nos territórios da zona Sul de São Paulo.

Compilar as informações em um único lugar também atua para potencializar ações culturais em prol dos organizadores, pois evita o conflito de eventos “concorrentes”,  evitando que se cruzem datas e horários em eventos grandes de localidades próximas, destinados a um mesmo público.

Com a chegada da pandemia, o cenário  que estamos vivendo neste momento (da Covid-19), que terá impactos nos próximos meses ou talvez anos, mesmo no pós-Covid, visamos ampliar a atuação do e-Bairro, inserindo novas construções que possam contribuir para minimizar os efeitos da pandemia sobretudo na população de baixa renda,  propiciando a ampliação do universo cultural como oportunidade para consumir cultura produzida neste território para o mundo.

Estamos construindo juntos esse “estar no online” com a rede e-Bairro,  para facilitar o acesso do público, sendo que muitos não estavam acostumados com o ambiente virtual.

Para auxiliar a divulgação da agenda completa que fica dentro da plataforma, semanalmente publicamos em nossas redes sociais uma amostra do que está acontecendo naquela semana, convidando o público a acessar a agenda completa para obter mais detalhes como datas e horários e buscar por outras atividades que possam interessar.

Nossa expectativa é de que cada vez mais, os espaços culturais e produtores de eventos nos enviem suas programações para divulgação, ampliando assim o alcance de público e a valorização de todo o trabalho deste território.

Conheça, consulte e aproveite a Agenda Cultural do e-Bairro:

https://ebairroweb.com.br/agenda

Toda semana tem novos eventos esperando por você.

Se você está produzindo uma atividade e quer ajuda na divulgação mande pra nós pelas nossas redes sociais (@ebairro). Teremos muito prazer em ter seu evento na nossa agenda.

 

IV Feira Afetiva faz parceria com e-Bairro

Distribuir afeto, vivências de autoconhecimento e reflexões! Esses são os objetivos de uma iniciativa muito importante, sobretudo em tempos de pandemia: a IV Edição da Feira Afetiva Diálogos de um Novo Mundo, que acontece de 28 de fevereiro a 7 de março, totalmente gratuita e de forma online. Realizada pelo quarto ano consecutivo, a feira é uma iniciativa da União Akasha (saiba mais sobre esse lindo trabalho no fim do texto).

Sem sair de casa, você pode ter acesso a mais de 40 atividades em uma semana de evento online para todas as idades (crianças e adultos), entre elas: cursos, vivências, palestras, shows, oficinas, performances poéticas e teatrais e, claro, muitas surpresas recheadas de afeto e amor. Quer saber mais? Fica ligadx na Feira Afetiva! Clique aqui!

e-Bairro + Feira Afetiva

A Plataforma e-Bairro participa, pela segunda vez, da Feira Afetiva oferecendo uma página para os artistas e artesãos que fazem parte do evento poderem dar visibilidade e também venderem suas criações.

“Ainda mais diante das recomendações de isolamento social, ter a opção de comprar online é uma alternativa que vem crescendo e também pode ser oferecida aos pequenos empreendedores periféricos, artistas e artesãos”, contam Diane Padial e Carla Prates, idealizadoras do e-Bairro.

Para conhecer alguns dos produtos dos artistas e artesãos da zona Sul de São Paulo (Jardim São Luis, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim Ângela), clique aqui. https://www.ebairroweb.com.br/loja/promocional/pagina/IV%20Feira%20Afetiva%20Uni%C3%A3o%20Akasha/1

Produtos de cosmética natural, artesanato, moda autoral

Na página, em que o e-Bairro produziu em parceria com a União Akasha, especialmente para a Feira Afetiva, estão as lojas:

Amô Aromas Afetivos – Criado pela família da Pequena Liz Sunshine, a Amô é a afetividade em essências especiais, aromas que resgatam nossos melhores sentimentos. Sabonetes, sais de banho, purificadores com ingredientes naturais  agregam sensações e conforto ao corpo, a mente e ao coração.

Ateliê Ivonete Fontes – Peças em crochê, feitas pela artesã Ivonete Fontes, que é apaixonada pela técnica e faz crochê há mais de 20 anos e Amigurumi há mais de 3 anos. Ela costuma dizer que: “em cada produto, você leva um pedacinho do coração e da alma do artesão”.

Bel Prandina Moda Criativa – Produção autoral de cangas atoalhadas e comuns, camisas artesanais, lenços, echarpes, etc. São peças exclusivas ou produzidas em pequenas quantidades.

BioAfetiva Cosmética Natural – Tem várias opções de produtos de cosmética natural, feito pela empreendedora e alquimista, Francisca Jesuana Alves Prado. Sobre seu trabalho, ela diz: “amo profundamente a natureza e tenho a alma inquieta, o que me permite estar sempre em constante aprendizado e evolução”.

Dagaz Produtos Naturais & Terapias Complementares – Fundada por Eduardo Silva, a Dagaz surgiu em 2018 e reúne produtos que têm como base o cuidado através das ervas e flores, que aliados a fitoterapia, ajudam a reduzir dores, gripes, insônia, ameniza ansiedades, medos, culpas e cargas densas do cotidiano, além de fortalecer o sistema imunológico, perfumar e hidratar o corpo.

(Re)existir – Fundada por Naiara Padial Corso, a marca reúne brincos autorais e surge do desejo de um mundo melhor, mais sustentável, de minimizar os impactos dos resíduos de material acrílico no meio ambiente; um mundo com pessoas mais confiantes, empoderadas e felizes.

Mais sobre a IV feira afetiva…

 “A União Akasha realiza a 4ª edição da Feira Afetiva e queremos agora exaltar o poder de ações simples e cotidianas, trazendo para discussão novas formas de se relacionar com nosso ambiente, natureza e relações pessoais; falar de hortas urbanas, de reciclagem, de acolhimento às crianças, além de ser um alento e uma ação coletiva de se importar com os artistas e moradores da zona Sul de São Paulo, sobretudo neste momento pandêmico”, conta Raíssa Corso, uma das fundadoras da União Akasha.

Uma iniciativa que demonstra a afetividade da Feira e de seu coletivo de realizadores será a doação de 300 pés de mudas de ora-pro-nóbis em pontos populares da região de Campo Limpo.

“A ideia é prestar as devidas homenagens às plantas que possam nutrir um novo mundo e, nesta edição, escolhemos a ora-pro-nóbis, pois ela tem um potencial nutritivo incrível e seu consumo pode ser popularizado, sobretudo na periferia, contribuindo para a nutrição literal de nossa sociedade”, completa Marlon Cruz”, fundador da União Akasha.

A programação da feira também conta com uma “mulheragem”, a Adriani Diniz, moradora de Campo Limpo há mais de 40 anos, figura presente na música e no samba, uma pesquisadora assídua de MPB, grande artista da voz, que contará suas nostalgias de um Campo Limpo que não existe mais, além de cantar clássicos do seu repertório.

Mais sobre a programação pode ser acompanhada nas redes sociais da União Akasha: Facebook, Instagram e Youtube e também na reportagem do coletivo Desenrola.

… e mais sobre a União Akasha

A União Akasha é um centro de desenvolvimento humano, fundado em 2016, voltado a promover encontros para debater saúde, formas alternativas de autocuidado e encontros artísticos. Seus fundadores, Raíssa, Marlon e Luan, têm profunda atuação no movimento periférico desde 2000, com participações em saraus, oficinas, reuniões e eventos de cultura periférica.

A União Akasha costumava reunir artistas, produtores culturais, músicos, bordadeiras, terapeutas holísticos, videomakers, fotógrafos, entre outros, em sua atuação, com atividades fixas semanais, entre elas: Dança Cigana, Oficina de Ritmos Percussivos, Atendimento Holísticos (como acupuntura, reiki, radiestesia, massoterapia, quiropraxia, shiatsu e constelação familiar a preços acessíveis), Vivências, Palestras, Atendimentos com Ozonioterapia e Roda de Saberes Femininos.

Atualmente devido a pandemia a maior parte dessas atividades tiveram que ser suspensas, e algumas reformuladas para o formato digital, transmitidas através das redes sociais. O espaço no entanto permanece aberto para os atendimentos com a Ozonioterapia realizados pela Biomédica Alana Benevides.

Com o propósito e crença de que a periferia merece ter acesso a essas práticas, auxiliando na cura da humanidade através da arte e de práticas integrativas complementares (terapias de autocuidado e autoconhecimento), a União Akasha é um polo cultural e artístico, que proporciona ações de simplicidade, como rodas em torno de fogueiras, alimentação em fogão e forno a lenha, materiais e ferramentas artísticas compartilhadas; é um espaço de escuta e fomento e terapias de autocuidado.

e-Bairro Cast #4 – Do Tamanho do Coração da Formiga

No nosso e-Bairro Cast de número 4, conversamos com Raíssa Corso, autora do livro “Do Tamanho do Coração da Formiga”.

Ela nos conta sobre as influências que a incentivaram a começar a escrever ainda na adolescência, os desafios de unificar na escrita as muitas referências que a rodeavam e um pouco do processo de construção do seu próximo livro.

Raíssa é daquelas pessoas que fazem um pouco de tudo, além de poeta, Raíssa é artesã, artista visual, integrante do grupo musical Flor de Thoth, empreendedora, cofundadora da União  Akasha, facilitadora de diversas terapias integrativas entre tantas outras coisas…

Vem conhecer essa mulher!

Clique na imagem pra ouvir no Spotify:

e-Bairro Cast #3 – Poeta de Esquina

No 3º episódio do e-Bairro Cast conversamos com Serginho Poeta colaborador em uma série de antologias, autor dos livros “Poeta de Esquina” e “Dois Poetas e um Caminho” em parceria com Binho.

Serginho se inspira no seu cotidiano, fez das dificuldades alegria, em forma de poesia, seus versos fortes e críticos contrastam com a inocência e o bom humor.

Os caminhos que Serginho percorreu foram muitos. Vamos conhecer parte deles nesse episódio cheio de histórias e poesia.

Clique na imagem e ouça o e-Bairro Cast com o Serginho Poeta direto no Spotify: